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terça-feira, 28 de outubro de 2014

A eleição e os analistas parciais

O país vem assistindo, nesses últimos dias, a analistas políticos que não analisam com seriedade nem com imparcialidade os movimentos que o povo brasileiro vem fazendo.
No maior estado do Brasil, que representa 22,4% do colégio eleitoral brasileiro - São Paulo -, 30% dos eleitores ficaram entre os que se abstiveram, anularam ou votaram em branco. Ou seja, não manifestaram sua vontade.
Ora, numa analise fria, em nenhuma hipótese aqueles que não manifestaram sua vontade prefeririam votar na alternativa chamada oposição para que houvesse mudanças. No máximo esses senhores, ao não votarem, o fizeram talvez porque aqueles que eles haviam ajudado a eleger várias vezes não os satisfizeram com políticas de radicalização, geralmente de caráter ideológico.
Então, na realidade, só votaram em São Paulo 70% do colégio eleitoral. A votação da candidata reeleita somou 35% dos votos válidos. Mas se deve admitir que aqueles que não votaram estavam lavando as mãos para a decisão que a candidata pudesse tomar se reeleita. Pois se não quisessem isso, teriam votado no candidato que São Paulo aplaudia como se já fosse vencedor.
Brasil dividido?
Os analistas, preocupados em tumultuar a tranquilidade do país, começam a alardear que o Brasil está dividido. O Brasil não está dividido. A população soma 200 milhões de brasileiros, dos quais 140 milhões são eleitores. Destes, 30% não votaram, lavando as mãos para que o poder que governava continuasse sua trajetória.
A oposição teve pouco mais de 50 milhões de votos, o que significa 1/4 do povo brasileiro. Todos sabem que os eleitores só podem votar acima de 16 anos. A população abaixo de 16 anos soma 40 milhões de brasileiros. Só que esta população cresceu na classe C, D e E, que é a classe em que se encontra os eleitores de Dilma. Na realidade, o Brasil continua o mesmo. Dois terços do povo tem anseios sociais para saciar suas necessidades, os outros 25% estão preocupados com o mercado, mas não o de comida. O financeiro.
"Dilma vai encontrar uma base aliada reduzida pois o PT e o PMDB diminuíram suas bancadas." É o que eles afirmam. Ao contrário, o PSD, o PR, o PRB, o PROS, o PC do B e outros aliados do governo darão uma base de sustentação que poderá prescindir a até dos peemedebistas que apoiaram Aécio. Continuará a haver uma base folgada.
"O Brasil queria mudança. Estavam cansados dos 12 anos do PT", também era o que afirmavam. O período de Getúlio Vargas durou quase 30 anos. O outro período de ditadura também foi de quase 30 anos. Os tucanos tem quase 20 anos de poder em São Paulo. Se são contra a continuidade, então não deviam lançar seus candidatos.
A possibilidade de reeleição tem o dedo dos tucanos. Inclusive existe até processo de suposta corrupção na compra de votos para a sua aprovação. Em Minas Gerais, os tucanos estavam há oito anos no poder e fizeram tudo para ter mais quatro. Portanto, falar em mudança de mandatos longos é hipocrisia.
Os analistas devem voltar a analisar com a consciência, não com o fígado.
(Jornal do Brasil)

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