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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Anatel faz leilão para banda larga 4G

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)  promove hoje leilão da frequência de 700 mega-hertz (MHz), que será usada para ampliar a tecnologia de quarta geração de banda larga móvel (4G).

As operadoras inscritas no pregão - TIM, Claro, Telefônica (Vivo) e Algar Telecom - disputam quatro lotes nacionais de 10 MHz cada e dois regionais. O preço mínimo da outorga de cada lote nacional foi estipulado em R$ 1,92 bilhão. Os demais lotes terão preço mínimo de R$ 1,89 bilhão, R$ 29,5 milhões e R$ 5,28 milhões.

A faixa de 700 MHz vai complementar a de 2,5 giga-hertz (GHz), leiloada em junho de 2012, também para a tecnologia 4G. Enquanto a frequência de 2,5 GHz tem mais capacidade e raio de cobertura menor, a de 700 MHz tem abrangência maior e necessita de menos antenas, além de ser usada por diversos países, como os Estados Unidos e a Argentina. Segundo a Anatel, com a utilização da faixa de 700 MHz, será possível levar telefonia móvel de quarta geração e internet em banda larga de alta capacidade inclusive às áreas rurais, a um custo operacional mais baixo, uma vez que essa faixa é ideal para a cobertura de grandes distâncias.

A expectativa da Anatel é arrecadar até R$ 8,2 bilhões com a venda dos lotes.

A abertura dos envelopes ocorrerá em sessão aberta ao público, a partir das 10h, na sede da Anatel.


sábado, 25 de janeiro de 2014

Bilionário egípcio reúne grupo para comprar a TIM no Brasil

O bilionário egípcio Naguib Sawiris, 59, é o comprador potencial da TIM caso a Telecom Italia, dona da subsidiária brasileira, seja vendida. "Farei uma proposta", disse em entrevista à Folha.
Caso ocorra, o negócio pode chegar a € 20 bilhões, segundo alguns acionistas da companhia italiana.
Com uma fortuna de US$ 2,5 bilhões, Sawiris é o líder de um grupo de investidores que já está pronto para a compra da TIM no Brasil.
O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) recebeu o empresário egípcio no final do ano passado. Segundo o ministério, o encontro não foi registrado na agenda do ministro por uma "por falha da assessoria". Também não entrou na internet, porque houve um "erro de digitação".
"Falei ao ministro que seria uma péssima ideia o governo brasileiro permitir a venda da TIM fatiada", disse o empresário egípcio.
Segundo ele, essa ideia, que tem o apoio nos bastidores das outras operadoras, é defendida pela Telefónica no conselho da Telecom Itália. "Mas é absurda", disse Sawiris, que também é minoritário na operadora italiana.
Oficialmente, a Telecom Itália afirma que a TIM não está à venda. Mas, nos bastidores, essa é uma possibilidade para reduzir o endividamento da companhia, hoje de cerca de € 58 bilhões (cerca de R$ 190 bilhões), e manter o plano de investimento.
Fonte: JULIO WIZIACK/ Folha de S Paulo