quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Assaltantes atiram contra militar. Esposa morre.


O sargento Hélio, da Polícia Militar, e a esposa foram baleados durante a fuga de três assaltantes, na tarde desta quinta-feira (7), na esquina da avenida 16 de Novembro com a rua Senador Manoel Barata, em Belém. Os criminosos haviam cometido um assalto minutos antes e foram atropelados pelo militar. A mulher morreu.
Foto: Adriano Magalhães
Após assaltar uma loja próxima, por volta das 12h30, o trio empreendeu fuga e se deparou com guarnições da Guarda Municipal e da Polícia Militar. Os bandidos, então, efetuaram ao menos oito disparos contra os agentes. Naquele momento, o sargento Hélio, que estava à paisana e trafegava logo atrás da motocicleta usada na fuga, tentou impedi-los.
Após colidir com a motocicleta, os três assaltantes cairam, mas continuaram atirando contra a Guarda e a PM. O sargento chegou a arrastar a motocicleta e os bandidos por alguns metros, porém, freou o automóvel. Em seguida, um dos bandidos se levantou e efetuou dois disparos - um no pescoço do policial militar e outro na cabeça da esposa.
Rapidamente, o trio empreendeu fuga em outra motocicleta e foi perseguida por policiais militares da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), que culminou em um assalto com refém na avenida 15 de Novembro, próximo do local do crime.
Policiais em outra viatura da Rotam socorreram o policial baleado - cujo estado de saúde é gravíssimo - e o encaminharam ao Hospital Pronto-Socorro Humberto Maradei, no Guamá. Já a esposa foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar ainda dentro do veículo, mas já havia morrido.
(DOL)         

  

Morte: Sargento Hélio, conhecido de movimentos por melhores salarios para a PM faleceu

 Atualização 09/11/13
Por volta da 10 horas foi divulgada a morte cerebral  do sargento, que não resistiu aos três tiros que levou.
Na manhã de hoje durante a fuga após a prática de um assalto, três assaltantes numa moto balearam o sargento Antônio Hélio Borges, que ficou conhecido quando ainda cabo participou de movimentos por melhores condições de trabalho e salário justo para os policiais militares. Ao tentar evitar que os assaltantes fugissem tentou fechar a moto em que os bandidos estavam e acabou sendo baleado.
Sua mulher Feliciana Mota
morreu na hora atingida por tiro. Segundo informações do pessoal da Associação de Cabos e Soldados PMBM o quadro dele é estável, mas ainda é grave. Ele passou por duas cirurgias e aguarda por uma evolução satisfatória. Os três assaltantes foram presos depois deles fazerem pessoas como reféns  para se protegerem duma ossível represália da PM.

Os três bandidos que participaram da ação foram encaminhados para a Divisão de Homicídios e foram identificados como Jhemisson Ferreira Santos, de 25 anos, Davysson Fernando Correia Ferreira, 19 anos, e Rodrigo Silva Souza, 24 anos. 

Todos possuem passagem pela polícia. Jhemisson e Davysson são irmãos, o primeiro responde por homicídio e o segundo por roubo, tendo sido apreendido diversas vezes quando adolescente. Já Rodrigo tem passagem por roubo. Ele e Jhemisson são foragidos da justiça. Os três serão autuados por formação de quadrilha, homicídio, tentativa de homicídio, assalto a mão armada e cárcere privado
 
informações do Portal ORM
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Reintegração de posse na 34ª rua do bairro Piracanã, rua da APAE

06/11/2013
Por volta das 08 horas chegou ao local os oficiais de justiça para dar cumprimento a ordem judicial. A Polícia militar estava preparada para uma situação de recusa dos moradores, mas eles pacificamente desmontaram o que  foi possível de suas casas de forma resignada com a perda de seu bem material mais precioso, sua residência.
 
 
 
 

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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Policiais dizem que faltam investimentos e efetivo

Com 30 policiais mortos desde o início do ano e um efetivo que está longe de atender a demanda do Pará, policiais civis e militares são obrigados a contar com a sorte sempre que saem às ruas a trabalho. Moradores, em sua maioria, de bairros periféricos de Belém e usuários dos mesmos serviços que o resto da população, os responsáveis por zelar pela segurança do Estado acabam virando, também, alvo de bandidos. Apenas na última semana, quatro perderam a vida.
Mais recente vítima dos 29 policiais militares já assassinados de janeiro até ontem, o cabo Ivanildo Santos de Freitas, de 41 anos, morreu após ser baleado durante um assalto. Dependente do transporte público alternativo, como grande parte dos belenenses, o homem virou alvo assim que foi identificado como policial. Ivanildo foi morto com os tiros disparados pela própria arma.
Diante do sepultamento de mais um policial na manhã de ontem, a Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militares do Pará (ACSPA) acredita que o número elevado de mortes diz respeito a um problema que envolve o próprio sistema de segurança aplicado hoje. “O problema da segurança pública hoje é o próprio sistema, porque os governantes não colocam a segurança pública no seu plano de governo”, critica o cabo PM e presidente da associação, Francisco Xavier. “Temos comissões de justiça em todo lugar, mas ninguém quer saber onde está esse policial, como ele está trabalhando. Os policiais militares estão morrendo direto e ninguém faz nada”.
Além da falta de estrutura e investimentos na área, Xavier ainda atenta para um problema que está longe de ser só da Polícia Militar. Com cada vez mais bandidos nas ruas, o efetivo da polícia não é suficiente para coibir os crimes em um Estado como o Pará. “Hoje, o efetivo da PM é de 14 mil. É insuficiente. Na capital, temos um policial para 280 habitantes e no interior isso é bem pior, temos um policial para cada 780”, aponta, ao relacionar a insuficiência, também, a programas de segurança do Governo Federal. “Precisamos de mais efetivo, condições de trabalho e uma lei mais severa. O governo federal montou a Força Nacional, que é formada pelos PMs dos Estados, e não temos efetivo para dar segurança para a sociedade. A Força Nacional é para dar apoio em casos de maior repercussão, mas está tirando os nossos policiais”.
Com efetivo pequeno, os policiais trabalham no limite
Sem que o problema seja exclusividade deste ano, a quantidade de policiais mortos no Estado até o início de novembro deste ano quase já atinge o número registrado durante todo o ano de 2012, quando 32 policiais foram mortos, dentre civis e militares. Com dois policiais civis assassinados em 2013, o Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Pará (Sindpol) também reclama da falta de efetivo. “Temos 2.400 policiais no Estado e seria necessário de 5 a 6 mil policiais para atender, de fato e de direito, a nossa população”, afirma o presidente do sindicato, Rubens Teixeira. “O aumento de efetivo, através de concurso público, ajudaria a amenizar essa situação de mortes de policiais. O número de policiais vai se acabando porque vão falecendo, se aposentado, e a criminalidade vai aumentando”.
Na visão de Rubens, o quadro de insegurança enfrentado hoje, inclusive pelos policiais, é reflexo da forma como o sistema de segurança está sendo gerenciado. “Estamos desde janeiro falando sobre essa política pública falida do governo. O que está acontecendo com os policiais nada mais é do que reflexo dessa política sem estrutura. Hoje, essa falta de estrutura de trabalho está refletindo diretamente em cima dos policiais”, acredita. “Se fizessem uma política de segurança séria, os policiais teriam treinamento de três em três meses. Muitas vezes, o policial fica inerte porque não sabe que atitude tomar. Ele entra na academia de formação e acabou. A rua é quem ensina e por isso acontecem essas fatalidades”.
Com mais de 50 dias para que termine o ano de 2013, a categoria teme que o número de policiais mortos no Pará seja ainda maior. “Essa estatística vai aumentar se o governo não tomar uma atitude”, acredita. “Isso poderia ser evitado se o policial estivesse bem preparado psicologicamente e fisicamente”.
Resposta
Em nota, a assessoria da Polícia Militar informou que “a PM vem realizando o curso de Capacitação para Ações de Sobrevivência Policial, orientando medidas e comportamentos que os mesmos precisam adotar quando estiverem de folga, a fim de minimizar sua exposição e risco de letalidade” e que mais de 70% dos militares já foram contemplados com armamentos que ficarão com eles até quando estiverem de folga.
A nota afirma ainda que “os três últimos casos de mortes de policiais, em Castanhal, Belém e Santarém, ocorreram com policiais da ativa, fora de serviço, quando a PM disponibilizou à família o atendimento psicossocial e está apurando os casos, por meio de Inquérito Policial Militar, via Corregedoria PM”.
(Diário do Pará)

Motorista envolvido em acidente de JK diz que recebeu oferta para assumir a culpa

Nada paga o que passei, afirma motorista envolvido em acidente de JK

PAULO PEIXOTO
DE BELO HORIZONTE
Prestes a completar 70 anos na quinta-feira (7), Josias Nunes de Oliveira, o motorista do ônibus envolvido no acidente que matou o presidente Juscelino Kubitschek em 22 de agosto de 1976, voltou a falar nesta segunda-feira (4) sobre o caso, em que chegou a ser acusado.
O depoimento do motorista foi dado na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que agora quer que o Estado brasileiro faça um pedido formal de desculpas a ele e lhe dê compensação financeira na forma de correção da sua aposentadoria por invalidez. "Nada paga [o que passei]", disse ele.
Tal como no depoimento que prestou na Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo, há 35 dias, Oliveira chorou ao contar o drama que viveu quando tentaram fazer com que ele assumisse a culpa pelo acidente.
Então motorista da Viação Cometa, ele voltou a repetir que dois homens foram até a sua casa em São Paulo, cinco dias após o acidente, e lhe ofereceram "uma mala cheia de dinheiro, não era pasta" para que ele dissesse que o ônibus que dirigia na Via Dutra bateu no Opala de JK.
Divulgação
Presidente Juscelino Kubitschek acena para a multidão em carro aberto, em São Bernardo do Campo (SP), em 1959
Presidente Juscelino Kubitschek acena para a multidão em carro aberto, em São Bernardo do Campo (SP), em 1959
Ele recusou o dinheiro, foi processado assim mesmo e, no ano seguinte, a Justiça do Rio entendeu que ele não teve envolvimento com o acidente. Mesmo assim, Oliveira continuou sofrendo "bullying". "Eu ouvia de colegas que eu matei JK", disse ele, chorando. "Cinco anos depois, eu pedi conta", afirmou.
Oliveira disse que se separou da família por causa disso, nunca mais trabalhou e foi aposentado por invalidez. Atualmente ele vive em um lar para idosos, em São Paulo.
A versão oficial do acidente, na época, é que o ônibus bateu na traseira do Opala, que cruzou a rodovia e se chocou de frente com um caminhão na pista contrária. JK e seu motorista e amigo, Geraldo Ribeiro, que iam de São Paulo para o Rio, morreram na hora, em Resende (RJ).
"Eu vi o acidente e parei para socorrer. Eu não bati nem ele [o Opala] me bateu. De lá para cá a minha vida acabou", disse Oliveira, que, em agosto de 1977, quando foi inocentado, já havia contado à Justiça sobre a oferta de dinheiro que recebera.
Na ocasião, o país vivia o período da ditadura militar (1964-1985), da qual o ex-presidente era opositor. Por isso, amigos de JK sempre levantaram a suspeita de que Geraldo Ribeiro, o motorista do ex-presidente, possa ter sido alvejado com um tiro na cabeça, o que teria acarretado a batida contra o caminhão. Novas investigações estão sendo feitas sobre o caso.
Ao fim do depoimento, Oliveira recebeu do ex-fotógrafo de JK José Goes, um título do "Clube dos Amigos de JK". A comissão de Direitos Humanos vai preparar um processo para ser enviado à Comissão Nacional de Anistia para que o Estado brasileiro apresente desculpas e corrija a aposentadoria dele para o equivalente ao vencimento de um motorista de ônibus interestadual.
Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Folha de S Paulo